domingo, 9 de outubro de 2016

EDUCAÇÃO 

Estudo. 30% dos professores sofrem de burnout 


"Esta percentagem fica um pouco acima dos números habituais registados nos outros países, que rondam os 15 e os 25% A seguir Randstad está a contratar. Tem 100 vagas para Braga Mais vistas Um estudo realizado com cerca de mil professores de escolas portuguesas revelou que 30% dos docentes estavam em burnout, ou seja, exaustos emocionalmente e sem qualquer sentimento de realização profissional. Síndrome de Burnout é um distúrbio psíquico de caráter depressivo, precedido de esgotamento físico e mental intenso, definido por Herbert J. Freudenberger como “um estado de esgotamento físico e mental cuja causa está intimamente ligada à vida profissional”.


A maior parte dos docentes em burnout são mais velhos, têm um vínculo à função pública e dão aulas no ensino secundário 


Durante três anos — entre 2010 e 2013 – uma equipa de investigadores do ISPA – Instituto Universitário inquiriu cerca de mil docentes que davam aulas a alunos do 2.º e 3.º ciclos mas também do ensino secundário. O objetivo era perceber se existiam muitos docentes em stress ou burnout. No Verão de 2015, chegou-se a uma conclusão semelhante na saúde. Mais de 15% dos médicos avaliados num estudo exploratório que serviu de base a uma tese de mestrado da Faculdade de Medicina de Lisboa estavam em burnout. Os mais jovens eram os que apresentam maiores níveis de exaustão emocional. A carga horária muito elevada era uma das justificações Professores exaustos “Esta percentagem fica um pouco acima dos números habituais registados nos outros países, que rondam os 15 e os 25%”, sublinhou a psicóloga clínica e investigadora do ISPA responsável pela coordenação do estudo, Ivone Patrão. A maior parte dos docentes em burnout são mais velhos, têm um vínculo à função pública e dão aulas no ensino secundário, acrescentou a responsável, explicando que a média de idades dos inquiridos é de 49 anos. O estudo hoje divulgado revela ainda que existem entre 20 a 25% de docentes que sofrem de stress, ansiedade e depressão. “O bem-estar dos professores é considerado essencial para o sucesso de todo o projeto educativo. Tendo em conta todas as mudanças sociais e políticas, o burnout começa a ser um problema social de extrema relevância”, sublinhou a especialista, lembrando que este problema representa exaustão emocional e falta de realização profissional. Risco para a relação com alunos A psicóloga salienta o facto de todos estes docentes estarem no ativo quando responderam ao inquérito, o que representa um risco muito elevado com a relação que se estabelece com os alunos e com a aprendizagem. O burnout afeta não só o professor, mas também o contexto educacional, uma vez que o mal-estar sentido pode originar problemas de saúde, perda de motivação, irritabilidade, aumento dos níveis de absentismo e abandono da profissão, o que pode interferir na realização de objetivos pedagógicos. estes professores “não se sentem satisfeitos com o seu trabalho nem com o sistema educativo tal como ele estava quando foram inquiridos”. Para a especialista, falta formação continua e oferta formativa que permita aos docentes ter ferramentas para saber como lidar com situações de conflito em sala de aula. Segundo a investigadora, estes professores “não se sentem satisfeitos com o seu trabalho nem com o sistema educativo tal como ele estava quando foram inquiridos”. O estudo foi feito numa altura em que se registaram algumas mudanças tais como a avaliação de professores, o aumento de alunos por sala de aula ou o aumento da idade de reforma. Ivone Patrão sublinha que os resultados do estudo não são representativos da realidade que se vive entre os docente, mas pela sua experiência clinica “é possível perceber que o burnout é uma prática constante”. O estudo será apresentado hoje na Assembleia da República, durante a conferência levada a cabo pela Federação Nacional de Professores (FENPROF), que assim pretende denunciar este problema, apontando causas e consequências e apresentando propostas para a sua resolução.

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Grupo: Carmen Lucia Noel da Rosa Bertozz matrícula: 14112080228
            Simone Antunes Dideco Matrícula: 141120229
            Lucilene do Carmo Rocha Araujo Matrícula: 14112080235

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